22/6/2010 - ESPORTE - Kaká pede para que "Brasil seja o Brasil" nas oitavas.
Fábio Shimab
esporte@eband.com.br
Kaká não está preocupado com o rival que a seleção brasileira vai encontrar nas oitavas de final da Copa do Mundo, já que conseguiu a classificação antecipada com a vitória sobre a Costa do Marfim no domingo. “Que o Brasil seja o Brasil como vimos contra a Costa do Marfim”, comentou o meia nesta terça-feira, em entrevista coletiva.
O camisa 10 do Brasil analisou os possíveis adversários na próxima fase. “É um grupo equilibrado, com três times com seis pontos. O Chile a gente conhece bem. A Espanha tem jogadores individuais muito bons e a Suíça joga mais em contra ataques”, comentou.
O meia do Real Madrid não se mostra surpreso com o futebol apresentado pelas seleções sul-americanas neste Mundial. “Isso demonstra a força do futebol sul-americano. São seleções fortes, difíceis e que demonstram talento. Mas precisamos ver essa superioridade até o final”, destacou.
Policiamento
Apesar de destacar que a sua expulsão na vitória sobre Costa do Marfim foi injusta, Kaká pretender tomar mais cuidado nas próximas vezes. “Na minha carreira toda foram três expulsões”, lembrou. “Essa situação realmente não é nada confortável, mas vou me policiar mais em campo”, prometeu.
O camisa 10 disse que sua avó, dona Janira, se irritou pelo cartão vermelho. "Não posso falar o que ela falou do arbitro, mas ela estava super feliz com minha atuação, com minha volta de jogar bem. Ficou triste pela minha expulsão e deu algumas patadas no árbitro".
Kaká vai aproveitar o "descanso" do duelo diante de Portugal na sexta-feira para se aprimorar melhor fisicamente. “Vou fazer um trabalho de fortalecimento e melhorar minha forma física, para estar pronto e com muita vontade de jogar as oitavas de final", disse.
"Isso atrapalha a evolução que eu vinha tendo nos jogos. A recuperação vem sendo muito boa, principalmente na forma física ativa, dentro do campo. Nesse jogo já consegui dar algumas arrancadas, tudo isso me deixa mais confortável dentro de campo. Sinto dores, mas não na região do púbis. Sinto como os outros, mas isso não atrapalha".
O meia não vai ter folga. “Vou estar com o grupo em Durban e trabalhar por lá”. Ele pretende auxiliar seus companheiros. "Acho que (posso ajudar) demonstrando minha vontade de trabalhar e que todos possam ver, que eu seja um exemplo ativo, falando, motivando, quem for entrar no meu lugar tenha uma ótima sorte em um jogo tão dificil contra Portugal.”
Fonte: http://www.band.com.br/esporte/copa-2010/conteudo.asp?ID=318...